Esse Eu encontra-se até na mais insignificante forma de consciência. O Eu é sempre o mesmo, mas seu aparente crescimento é o resultado do desenvolvimento do indivíduo. É como uma lâmpada elétrica coberta de muitas capas ou envoltórios de pano. Quando se retira um envoltório após o outro, a luz parece se difundir mais, é mais clara e forte, e apesar disso não mudou, porque a mudança consiste no ato de se retirar os envoltórios que limitavam e obscureciam.
Não podeis realizar o conhecimento do Eu em sua plenitude. Isto é impossível à humanidade atual. Mas queremos ensinar-vos o caminho para chegardes à realização da mais alta concepção do Eu, possível a todos vós no presente grau de desenvolvimento, e o processo que vos leva a retirardes algumas das peças que envolvem vosso Eu, as quais já não vos servem mais no vosso atual estado.
O Eu é eterno e imutável, aquela gota do grande oceano do Espírito, aquela faísca da Chama Sagrada. Seu testemunho é o sentimento do Eu Sou. Ó estudantes, reconheceis o que sois. Acordai e reconhecei o fato de que sois deuses que dormem, que dentro de vós tendes o poder do Universo, que aguarda vossa palavra para se manifestar em ação.
Por longos séculos de pesados trabalhos, chegastes ao ponto em que agora estais e longa ainda será vossa peregrinação ao primeiro grande templo. Mas agora mesmo já estais entrando no estado consciente da evolução espiritual. Vossos olhos não estarão mais fechados, enquanto caminhardes pelo caminho. A partir de agora vereis mais claro, e a cada passo aumentará essa certeza, que é o arrebol da consciência.
Estais em contato com toda a vida, e a separação de vosso Eu em relação ao grande Eu Universal é só aparente e temporária. Quando houverdes compreendido a realidade do Eu, achareis que podereis servir-vos da mente com um poder e um efeito muito maiores, porque reconhecereis que ela é vosso instrumento, próprio e apto para fazer o que ordenais. Sereis capaz de vencer vossos hábitos e vossas emoções, quando for necessário, e elevar-vos-ei da posição de escravo à de senhor.
Haveis de chegar ao pleno conhecimento do fato que vosso Eu tem todo e qualquer esforço mental. Vós ordenais à mente que trabalhe e ela obedece vossa vontade. Vós sois o senhor, o amo, e não o escravo de vossa mente. Vós sois quem manda e não o que é mandado. Sacudi de vós a tirania da mente que vos oprimia por tanto tempo. Sede firme e sereis livre.

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