segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

4 - INSTRUÇÕES INICIAIS AO ASPIRANTE

 A primeira lição que se dá ao aspirante à iniciação tem por fim despertar a mente à plena realização e consciência da individualidade do Eu. O aspirante deverá aprender a afrouxar seu corpo, acalmar sua mente e meditar sobre o Eu até que se apresente clara e definidamente perante sua consciência.

Retirai-vos a um lugar ou quarto quieto, onde não tenhais de temer interrupção, de maneira que vossa mente se sinta segura e calma. Decerto, não é sempre possível obter a condição ideal; neste caso devereis fazer o melhor que puderdes. Trata-se de ficardes capaz de abstrair-vos, quando for possível, de impressões distraentes, e devereis estar isolado, em comunhão com vosso Eu real.

Sentai-vos numa cadeira cômoda ou cama, de maneira que possais relaxar ou afrouxar os músculos e evitar a tensão de vossos nervos. Afastai a atenção de tudo o que se passa ao redor de vós, e deixai todos os músculos caírem em imobilidade, até que um sentimento de perfeita paz, descanso e calma penetre em todas as partículas de vosso ser.

Descansai o corpo e acalmai a alma. A consciência do Eu, tendo sido desenvolvida por meio da meditação, em pouco tempo fica sendo uma fixa propriedade da consciência e não precisa ser produzida por meditação. No tempo da provação, dúvida ou aflição, pode a consciência ser esclarecida por um esforço da vontade, sem entrar na meditação.

O aspirante há de primeiro familiarizar-se com a realidade do Eu, antes que possa chegar a conhecer a verdadeira natureza deste Eu. O aspirante deve entrar no estado de meditação descrito, em seguida concentrar toda sua atenção no seu Eu individual, excluindo todos os pensamentos que se ocupam com o mundo exterior e com outras pessoas. 


Há de formar em sua mente a ideia de si mesmo como sendo uma coisa real, um ser que existe, uma entidade individual, um sol ao redor do qual o mundo exterior gira. Deve-se ver como um centro ao redor do qual gira o mundo inteiro. 

Enquanto o Ego não se reconhecer como sendo um centro de pensamento, influência e poder, não poderá manifestar estas qualidades. Vosso Eu não pode ser destruído, é eterno e irá passando a estados cada vez mais elevados - mas sempre será o mesmo. O Eu é a centelha divina que não pode ser extinta.

Pensai no Eu como sendo independente do corpo. Para isso, ponde-vos no estado de meditação e pensai em vós mesmo como sendo independente do corpo e usando o corpo como vossas vestes e vosso instrumento.

Pensai no corpo como sendo a roupa do Eu, reconhecei que podeis deixar o corpo e, contudo, sempre ser o mesmo Eu. Imaginai que estais fazendo isso, colocando-vos acima do vosso corpo e olhando para ele, que está debaixo. Pensai que o corpo é como uma casca de que podeis sair sem mudança de vossa identidade. 

Pensai que estais governando e controlando o corpo que ocupais e que dele fazeis o melhor uso possível, tornando-o sadio, forte e vigoroso, mas que ele não passa de uma casca ou invólucro de vosso verdadeiro Eu. Pensai que só habitais o corpo e o usais para vossa conveniência, da mesma forma como usais uma casa.

Continuando a meditar, ignorai o corpo totalmente e fixai vosso pensamento no Eu real que começais a sentir que sois vós e achareis que vosso Eu é totalmente distinto do corpo. Podereis dizer agora "meu corpo" com um novo significado.

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