Na Índia, os aspirantes à iniciação em Raja Yoga recebem uma série de lições dos mestres yogues destinadas a esclarecer-lhes a natureza do Eu real e instruí-los na ciência secreta que os torna capazes de desenvolver a consciência e realizar o conhecimento do Eu real que está dentro deles.
Ao aspirante não são dadas novas instruções, senão quando prova que aprendeu as que tem recebido ou, ao menos, que a verdade se fixou em sua consciência, porque os yogues são de opinião que, sem ter consciência de sua real identidade, ele não pode conhecer a fonte de seu poder e não é capaz de sentir em si o poder da Vontade.
O mestre não quer que ele tenha apenas uma concepção intelectual dessa identidade, que sinta sua verdade, que perceba o Eu real, esteja consciente dele em seu cotidiano, e ao redor dessa consciência devem girar todos seus pensamentos e ações.
A alguns aspirantes este conhecimento vem como um raio de luz no momento em que a ele dirigem sua atenção; ao passo que outros precisam seguir um rigoroso curso de treinamento antes de adquirir esse conhecimento consciente.
O mestre ensina que há dois graus deste despertar da consciência do Eu real. O primeiro, que chamam de Consciência do Eu, é a plena consciência de existência real que o aspirante obtém e que o faz saber que ele é uma entidade real possuindo vida independente do corpo.
O segundo grau, que chamam de Consciência do Eu Sou, é a consciência de nossa identidade com a vida universal, nossa afinidade, nosso contato com toda a vida do Universo. Estes dois graus de consciência serão conhecidos por todos que buscam o Caminho.
Alguns encontram esses dois graus repentinamente; outros os descobrem gradualmente; alguns chegam a eles por meio dos exercícios de Raja Yoga.

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