quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

2 - A PRIMEIRA LIÇÃO

 

A primeira lição que o mestre dá ao aspirante e que o conduz ao primeiro grau é que a Suprema Consciência do Universo, o Absoluto, manifestou o ser que chamamos homem - a mais alta manifestação neste planeta.

O Absoluto manifestou uma infinidade de formas de vida no Universo, com todos os distantes mundos, sóis, planetas etc., formas das quais muitas são desconhecidas no nosso globo e insuscetíveis de serem concebidas pela mente do homem comum.

O homem, antes de querer achar a solução dos segredos do Universo exterior, deve saber governar o universo interior, o reino do Eu. Quando conseguir isto, poderá e deverá ir à procura do saber exterior, como um senhor que quer desvendar os segredos deste saber, e não como um escravo que pede migalhas da mesa da ciência.

O que o aspirante deve conhecer em primeiro lugar é o seu Eu.

O homem, que é a mais alta manifestação do Absoluto em nosso planeta, é um ser maravilhosamente organizado, embora o homem vulgar conheça só muito pouco de sua natureza real.


Em sua constituição física, mental e espiritual, o homem abrange as formas inferiores como também as superiores. Nos seus ossos representa-se a vida mineral, e com efeito existem substâncias minerais nos seus ossos, na construção de seu corpo e seu sangue. A vida física do corpo assemelha-se à da planta.

Muitos desejos e muitas emoções corporais são afins aos instintos dos animais inferiores, e no homem não desenvolvido predominam esses desejos e emoções e oprimem a natureza superior que fica quase despercebida.

Além disso, o homem possui certos característicos mentais que lhe são próprios e não se encontram nos animais inferiores. E ao lado das faculdades mentais, que são comuns a todos os homens, ou melhor, que se podem ver em grau maior ou menor em todos os homens, existem ainda outras latentes e que, uma vez manifestadas, fazem do homem um ser mais elevado que o homem comum.

O desenvolvimento destas faculdades latentes é possível a todos que chegaram ao grau próprio a isso, e o desejo e a fome do estudante ávido de instrução são causados pela pressão dessas faculdades que estão se desenvolvendo e se esforçam por serem reconhecidas pela consciência.


1 - O EU

 

Na Índia, os aspirantes à iniciação em Raja Yoga recebem uma série de lições dos mestres yogues destinadas a esclarecer-lhes a natureza do Eu real e instruí-los na ciência secreta que os torna capazes de desenvolver a consciência e realizar o conhecimento do Eu real que está dentro deles.

Ao aspirante não são dadas novas instruções, senão quando prova que aprendeu as que tem recebido ou, ao menos, que a verdade se fixou em sua consciência, porque os yogues são de opinião que, sem ter consciência de sua real identidade, ele não pode conhecer a fonte de seu poder e não é capaz de sentir em si o poder da Vontade.

O mestre não quer que ele tenha apenas uma concepção intelectual dessa identidade, que sinta sua verdade, que perceba o Eu real, esteja consciente dele em seu cotidiano, e ao redor dessa consciência devem girar todos seus pensamentos e ações.

A alguns aspirantes este conhecimento vem como um raio de luz no momento em que a ele dirigem sua atenção; ao passo que outros precisam seguir um rigoroso curso de treinamento antes de adquirir esse conhecimento consciente.


O mestre ensina que há dois graus deste despertar da consciência do Eu real. O primeiro, que chamam de Consciência do Eu, é a plena consciência de existência real que o aspirante obtém e que o faz saber que ele é uma entidade real possuindo vida independente do corpo. 

O segundo grau, que chamam de Consciência do Eu Sou, é a consciência de nossa identidade com a vida universal, nossa afinidade, nosso contato com toda a vida do Universo. Estes dois graus de consciência serão conhecidos por todos que buscam o Caminho. 

Alguns encontram esses dois graus repentinamente; outros os descobrem gradualmente; alguns chegam a eles por meio dos exercícios de Raja Yoga.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

SAÚDE FÍSICA E MENTAL

 

O poder mental, a felicidade, o autodomínio, a clareza de vista, a moralidade e o desenvolvimento espiritual podem ser aumentados com pranayama.

Não pode haver poder de rapidez e ação eficaz a não ser que se saiba relaxar. A pessoa que se inquieta, encoleriza, irrita e anda agitada de um lado para outro cansa-se antes de chegar a hora da ação.

Cultive uma atitude mental de calma e repouso. O equilíbrio pode ser produzido pela eliminação da inquietação e da cólera. E o temor se baseia nestas emoções.

Aposentos cheios de pensamentos negativos devem ser abertos à luz do sol e ao ar.

Água, ar e luz solar – afugentam todos os males.

Deixai que os raios do sol cheguem ao vosso corpo sem a interposição da roupa e vede quão fortes vos sentireis. Se tiverdes alguma fraqueza, conseguireis alívio permitindo que os raios solares caiam bem na parte afetada. Pela manhã, seus raios são ainda mais benéficos. Não vos exponhais ao sol no rigor do verão ou próximo do meio-dia.


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A falta de água provoca enrugamento da pele, constipação, mau funcionamento de fígado, rins etc. Beba água em pequenas quantidades, com frequência durante o dia (2 litros/dia no verão). Não esqueça a água ao se sentir cansado.

O alimento não é para gratificar o paladar, mas para a nutrição. O yogi deixa que a fome se manifeste nele. O alimento deve ser completamente mastigado, reduzido a uma massa pastosa. Assim obterás melhor nutrição e digestão.

Falta de eliminação (das fezes) envenena o sistema (do corpo físico).

Ao andar descalço sobre a terra, adquirimos seu magnetismo.

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Trabalho físico sem atividade mental, ou labor mental sem atividade física atrofiam a vida humana. Um deve alternar o outro.

A ociosidade desmoraliza o corpo, a alma e a consciência. Noventa por cento dos vícios e misérias provêm da ociosidade.

A FILOSOFIA DA RAJA YOGA

 

  • O homem adiantado não hesita em dizer a verdade, ainda que seja desagradável, quando acha que assim deve fazer, porém fala como um irmão amoroso que não critica, querendo mostrar-se mais santo do que o outro, mas somente porque sente a dor do outro, vê seu erro e quer dar-lhe a mão para o ajudar. Ele está longe do desejo de ofender ou envergonhar o outro com suas expressões, longe de querer impor-se ou humilhar.

  • O orgulho físico é sucedido pelo orgulho intelectual, orgulho em conhecimentos psíquicos, orgulho no desenvolvimento e crescimento espiritual, orgulho em conduta moral, castidade e caráter, orgulho que diz 'sou mais santo que tu' etc. De novo torna a molestar-nos o orgulho tentador.

  • Assim como agora reconheceis o bruto e vos sentis envergonhado, anteriormente não sentíeis a sua presença, não notáveis a sua existência, porque vós mesmo éreis o bruto. É unicamente porque tentais divorciar-vos dele que vos sentis envergonhado de sua presença. Não podeis vê-lo enquanto não começais a ser diferente dele.

  • Tudo que pensais que é superioridade, é apenas um pouco mais de idade (da alma), um pouco mais de experiência neste plano de existência. Vosso orgulho é o louco orgulho infantil da criança que está saindo da primeira classe para entrar na segunda, e olha soberbamente a um bando de pequeninos que estão entrando na classe que deixastes.



  • Se alguma vez sentis que sois tentados a glorificar-vos, lembrai que, comparado com alguma das inteligências que, já há muito tempo, passaram pelo vosso presente estado de desenvolvimento, não sois mais do que a inteligência de um besouro, comparada com vossa própria.

  • Estamos exatamente onde estamos porque esse é o melhor lugar para nós neste grau de nosso desenvolvimento, e não devemos passar esta vida somente em sonhos do futuro, porque temos trabalho a fazer, lições a aprender e nunca nos poderemos adiantar, se não tivermos cumprido os deveres de nosso presente grau.

  • Nada de quanto tem corpo, nada de quanto não seja eterno, pode vir em teu auxílio.

  • Pode ser que encontreis num livro uma só sentença que é conforme à vossa razão superior; aceitai-a e não vos inquieteis pelo resto. Não vos deixeis perturbar pelo aparente conflito dos ensinos que ouvis e ledes. Cada instrutor há de ensinar pelo método que lhe é próprio, e cada instrutor tocará em alguma coisa omitida pelos outros.

  • Olhai ao vosso redor e vede o que as pessoas estão fazendo, o que estão dizendo, o que estão pensando; tudo isso é bom, em todas as suas fases, para os que estão nestes degraus de evolução. Vivei vossa vida, no vosso próprio plano de desenvolvimento, mas não menosprezeis os que ainda estão nos planos inferiores.

  • Não tomeis as coisas demasiado a sério, não olheis com ar pedante o divertimento das crianças na escola de Deus.

  • O homem adiantado no caminho espiritual se torna mais alegre e feliz. Coisas que inquietam seus vizinhos, parecem ter pouco efeito sobre ele. Muitas vezes parece não ter sentimento nem coração, e apesar disso está cheio de amor e afabilidade. Sua atitude mental está mudada, tem outro ponto de vista. O tempo tem para ele menos importância, porque possui a idéia de eternidade. O homem nestas condições faz melhor ficando quieto, ou o povo o considera como um excêntrico e diz que não está bem equilibrado.

  • Colocai vosso corpo em posição frouxa e reclinada. Respirai ritmicamente e meditai sobre o Eu Real, pensando em vós mesmo como uma entidade independente do corpo, que lhe serve de morada e de que pode sair quando quiser. Usai o mantra EU SOU, repeti estas palavras muitas vezes. Este mantra, sendo claramente compreendido, produzirá no estudante um semblante quieto e simpático, e uma calma manifestação de poder, que será percebida por aqueles com quem entrar em contato.

  • Em certa fase de sua evolução, o homem reconhece um misterioso algo que vem de uma parte mais elevada da mente e lhe dá o sentimento de vergonha, quando pratica atos egoístas, e o sentimento de paz e satisfação, quando faz certas coisas com relativo desinteresse.

  • O homem adiantado encontra alívio em seu trabalho, quando se sente perturbado ou inquietado por alguma coisa. Acha que o trabalho lhe serve de poderoso auxílio para vencer as tentações da parte inferior de sua natureza e encarar os novos problemas que se apresentam continuamente.

  • Vós não sois o Absoluto, a Mente Universal. Mas sois um átomo que contém um de seus raios; a Sua vida opera por meio de vós. Estais em contato com o Centro e o Centro é consciente de vós e de sua relação convosco. Sois apenas um átomo, porém necessário ao todo. Sois parte do Todo. Nada pode vos fazer mal ou destruir.

  • Aquilo que conduz a alma para cima é JUSTO e BOM, e aquilo que retarda seu progresso ou a faz demorar-se demais num degrau inferior da jornada é INJUSTO e MAU, donde podemos deduzir que as regras de conduta e ética são todas relativas (uma vez que as almas se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento, e o que é bom para uma pode ser mau para outra, e vice-versa).

A ESSÊNCIA DA RAJA YOGA

 

  • O homem, antes de querer achar a solução dos segredos do universo exterior, deve saber governar o universo interior – o reino do Eu. Quando conseguir isto, poderá e deverá ir à procura do saber exterior, como um senhor que quer desvendar os segredos deste saber, e não como um escravo que pede migalhas da mesa da ciência.

  • O que o aspirante deve conhecer em primeiro lugar é seu Eu. Há de ser capaz de distinguir entre o Eu e o não-Eu. Esta é a primeira tarefa que espera o aspirante. Aquilo que é o Eu real do homem é a centelha divina, emitida pela chama sagrada. Possui em si mesmo o poder, a sabedoria e a realidade.

  • À medida que o homem se adiante em cultura e civilização, seus sentidos são educados, e encontram satisfação só em coisas mais refinadas, ao passo que o homem menos cultivado se contenta e satisfaz com os gozos sensuais mais grosseiros e materiais.

  • Tudo que é necessário é que o aspirante sinta em si o amanhecer da consciência que desperta, ou a percepção do Eu real. Os estados superiores da consciência do Eu virão gradualmente, porque quem entrou uma vez no caminho não pode retroceder. Pode haver pausas na jornada, mas nunca se pode perder realmente o que se obteve uma vez no caminho.

  • O homem há de ser senhor de si mesmo antes que possa esperar exercer influência sobre seu ambiente. O caminho que conduz ao desenvolvimento e ao poder é estreito e árduo, e cada aspirante há de dar pessoalmente todos os passos, com seu próprio esforço.

  • A primeira instrução que se dá ao aspirante à iniciação tem por fim despertar a mente à consciência da individualidade do Eu. O aspirante deverá aprender a afrouxar seu corpo, acalmar sua mente e meditar sobre o Eu.



  • Retirai-vos a um quarto quieto, onde vossa mente se sinta segura e calma. Devereis estar isolados, em comunhão com vosso Eu real. Sentai numa cadeira cômoda para que possais relaxar ou afrouxar os músculos e evitar a tensão de vossos nervos, até que um sentimento de perfeita paz, descanso e calma penetre em vosso ser. Descansai o corpo e acalmai a alma. Concentrai toda a atenção no seu Eu individual, formando em vossa mente a idéia de si mesmo como sendo uma coisa real, um sol ao redor do qual o mundo todo gira. Deve ver-se como um centro. Enquanto o ego não se reconhecer como sendo um centro de pensamento, influência e poder, não poderá manifestar estas qualidades.

  • O aspirante há de meditar sobre o Eu, e reconhecê-lo, senti-lo,como sendo um centro. Esta é sua primeira tarefa.

  • O aspirante pode acelerar a realização do Eu como um centro, se entrar em silêncio, repetindo várias vezes seu nome, lenta, refletida e solenemente.

  • Vós, o Eu real, não sois o corpo. Vós sois espírito. Quando entrardes neste reconhecimento e nesta consciência, sentireis um influxo de força e poder que não se pode descrever. O medo cairá de vós como um manto rasgado e sentireis que nascestes de novo.

  • Não percais a coragem se vosso progresso for lento. Não vos aflijais se escorregardes um passo para trás, depois de vos terdes adiantado. Na próxima vez dareis dois passos avante.

  • Afirmações (mantras): “Eu sou um centro. Em torno de mim gira meu mundo.”
    Eu sou um centro de influência e poder.”
    Eu sou um centro de pensamento e consciência”.
    Eu sou independente do corpo”.
    Eu sou imortal e não posso ser destruído.”
    Eu sou invencível e nada me pode fazer mal.”

A INTUIÇÃO

 

  • A intuição é uma faculdade mental, como o é o intelecto. A intuição está acima do campo da consciência e suas mensagens vêm de cima para baixo, embora seus processos fiquem ocultos. A humanidade está se desenvolvendo para entrar no plano da intuição, e um dia terá plena consciência neste plano. Por ora, recebe apenas os vislumbres da região oculta.

  • Muitas das melhores coisas que temos provêm desta região, por exemplo a arte, a boa música, a bela poesia, a percepção espiritual, o intuitivo reconhecimento da verdade etc. Estas coisas não são produtos de raciocínios de nosso intelecto.

  • Nesta maravilhosa região habita o gênio. Muitos, se não todos os grandes escritores, músicos, artistas de modo geral, têm sentido que sua força vinha de um manancial superior. Muitos pensaram que emanava de um ser que os favorecia e inspirava com força e sabedoria.



  • Os gregos reconheciam este algo no homem e chamavam-no daimon. Goethe também falou do daimon como de uma força superior à vontade e que inspira certas naturezas com maravilhosa energia.

  • Esta força pertence a cada um de nós, porém se manifesta apenas no grau a que podemos responder. Cresce e aumenta com fé e confiança, encerra-se e retira-se a seu esconderijo quando não lhe acreditamos e duvidamos de sua veracidade e realidade. O que denominamos originalidade vem desta região.

  • O ocultista adiantado sabe que nas regiões superiores da mente se abrem percepções intuitivas de toda a verdade e que aquele que se pode elevar a estas regiões saberá tudo intuitivamente. Será bom para nós se seguirmos o superior rumo interno, deixando-nos conduzir pelo Espírito, o Eu.

  • O Eu dentro de cada um de nós toma cuidado de nossos interesses e deseja nosso maior bem possível, e não só está pronto para nos dirigir, mas até toma a nossa mão para guiar. O Eu Superior faz o melhor que pode para nosso desenvolvimento e bem-estar, mas encontra obstáculos nas envolturas que o limitam.

A MENTE SUBCONSCIENTE

 

  • O campo subconsciente pode elaborar um problema e, depois de algum tempo, apresentar ao campo consciente do intelecto a solução.

  • Muitos relatam os exemplos de auxílio da mente subconsciente, sendo que eles souberam aproveitar estas operações inconscientes. Ou antes, eles saturaram sua mente consciente com uma porção de material, assim como quando se enche o estômago de alimento, e depois deixaram a mentalidade subconsciente sortir-se, separar, arranjar e digerir o alimento mental, da mesma maneira como o estômago e o aparelho digestivo digerem o alimento natural – fora do domínio da consciência.

  • Os yogues instruem seus alunos em raja yoga e ensinam-lhes os meios pelos quais podem dirigir sua mente subconsciente para trabalhar por eles, do mesmo modo como podem encarregar outra pessoa de execução de um trabalho. Tendo adquirido esta arte, o estudante descansa, sabendo que o resultado desejado se lhe apresenta no devido tempo. O processo da operação subconsciente está em movimento e a mentalidade subconsciente está trabalhando, colhendo a informação ou elaborando o problema.

  • Todos nós sabemos como a mente subconsciente aceita uma ordem da vontade ou um forte desejo, que a pessoa acorde a uma certa hora para, digamos, alcançar um trem, e aproximando-se a hora combinada a pessoa realmente acorda.

  • O estudante aprende a falar à mentalidade subconsciente como se ela fosse uma entidade separada dele, encarregada de fazer o respectivo trabalho. Ele aprende também que o aguardar com confiança é uma importante parte do processo e que o grau de sucesso depende do grau desta expectativa e confiança.

  • Há um ponto importante: a ação subconsciente depende grandemente da atenção e do interesse que se dá ao material adquirido. Para obter o melhor resultado é preciso saturar bem,com interesse e atenção, essa massa de material mental que deve ser dirigido e batido pela mente subconsciente.

  • Muitas pessoas que, acidentalmente, descobriram esta faculdade da mente subconsciente de elaborar problemas e prestar outros valorosos serviços ao seu proprietário, deixaram-se levar pela superstição de que o auxílio lhes vinha de alguma outra entidade ou inteligência.
  • Cada um de nós tem um 'amigo' em nossa própria mente – e não só um, mas até uma multidão deles, e estes gostam de trabalhar por nós, sempre que os queiramos encarregar de um serviço. Nós temos não só o Eu Superior, a que podemos dirigir-nos, pedindo conforto e auxílio nos momentos de aflição e necessidade; mas temos também estes invisíveis trabalhadores no plano subconsciente, que estão prontos a executar muito do nosso trabalho mental, fazendo-o com gosto se lhes damos o material em devida forma.

  • Não confundais esta função da mente subconsciente com as funções da intuição. A mente subconsciente é um bom criado e não ambiciona ser algo mais. A intuição, pelo contrário, é como um bom amigo que ocupa um posto elevado e nos dá conselho e advertência.

  • Armazenadas na memória, acham-se dispersas partículas de saber e conhecimentos relativos a quase todos os objetos. Mas estas partículas não estão associadas uma com a outra. O trabalho de reunir as porções dispersas do conhecimento é mais ou menos tedioso para a mente consciente, mas a mente subconsciente o fará igualmente bem, e depois entregará o resultado à mente consciente.

  • A mente subconsciente pode trabalhar por vós, como resultado de uma grande necessidade. O resultado, porém, será melhor ainda, se dais à subconsciência uma rápida ordem verbal: Cuida disso!

  • Tudo que um homem herdou ou trouxe consigo de vidas passadas – tudo que leu, ouviu, viu ou experimentou nesta vida e em outras, está guardado em alguma repartição dessa grande mente subconsciente, e a essência de todo esse saber aparece quando ordenamos.

AUTOCONFIANÇA

 

  • Muitos estudantes do yoga têm sofrido pela falta de coragem moral, a falta de confiança em si próprios – incapacidade de conservar o próprio valor na presença de outras pessoas, incapacidade de dizer 'não', sentimento de inferioridade aos têm contato consigo.

  • Quando estiverdes em companhia de outros, lembrai-vos de que os sentimentos de inferioridade são ilusões, e não têm existência real. Deixai o Princípio de Vida fluir através de vós, e esforçai-vos por ver o mesmo Princípio de Vida detrás da pessoa em cuja presença estais. Deixai irradiar a consciência do Eu e sentireis coragem, e o outro sentirá a mesma coisa. Tendes em vós mesmos a fonte da coragem moral e física, e não tendes nada a temer. Vosso Eu não é limitado à mesquinha personalidade; tende confiança nesse Eu real. Penetrai em vosso interior até sentirdes a presença do Eu, e então tereis uma confiança em vós mesmos que nada pode abalar nem perturbar. Uma vez que tenhais reconhecido que sois um centro de poder, não vos será difícil dizer 'não', quando convier dizê-lo.

  • Sugerimos algumas palavras que cristalizem a idéia principal e que deveis segurar em vossa mente. Essas palavras são: “Eu Sou”, coragem, confiança, equilíbrio, firmeza. Gravai-as na memória e depois esforçai-vos por fixar em vossa mente uma clara concepção do significado de cada uma dessas palavras, de maneira que cada uma represente uma idéia viva, quando as pronunciardes. Repeti estas palavras frequentemente, quando se apresentar a oportunidade, e em breve, começareis a notar que agem sobre vós como um forte tônico mental, produzindo efeito fortificante.

  • O reconhecimento de vosso Eu real vos tornará capaz de manter o equilíbrio em qualquer circunstância, por mais difícil que seja. Esquecei de vós mesmos, do vosso pequeno eu pessoal,por um instante, e fixai a vossa mente no Eu universal, de que sois uma parte.

  • Enchei vossa alma com o forte desejo de cultivar aqueles hábitos mentais que vos tornam fortes. É o plano da natureza produzir fortes expressões individuais de si mesma, e com gosto ela vos ajudará para vos tornardes forte. O homem que deseja fortificar-se encontrará sempre grandes forças a seu lado que o auxiliarão, porque está realizando um plano favorito da natureza, que ela está elaborando já desde séculos. Podeis testemunhá-lo todos os dias: a natureza parece gostar de indivíduos fortes e se deleita em ajudá-los a avançar.

  • Aos que pedem auxílio enquanto estão se desenvolvendo, dizemos: “Refugiai-vos, quanto mais possível, no reconhecimento do Eu e conservai vossos pés com firmeza sobre a rocha do Eu real. Se sentis que algumas pessoas, circunstâncias ou coisas, vos influenciam indevidamente, levantai-vos intrépidos e negai a influência. Dizei: - Eu NEGO o poder e a influência de pessoas, circunstâncias ou coisas adversas contra mim. Eu AFIRMO a minha realidade, meu poder e meu domínio sobre estas coisas. - Estas palavras parecem ser muito simples, mas são muito poderosas se se dizem com a consciência da verdade sobre a qual se baseiam.

  • O Eu é o senhor do seu mundo de pensamentos. Pelo desejo chamamos à existência, pela afirmação conservamos e encorajamos, pela negação destruímos.
  • Para o estudante, o presente grau é um dos mais árduos no caminho da realização e assemelha-se às dores do parto do corpo físico. Mas vós estais nascendo a um plano mais elevado, e a dor, quando tiver chegado ao seu auge, irá diminuindo, e por fim desaparece e sobrevirão paz e calma. Sede corajosos, a libertação está perto. Em breve virá o silêncio que segue a tempestade. A dor que estais sofrendo não é castigo, mas é uma parte necessária de vosso desenvolvimento. Toda a vida segue este plano – as dores de trabalho e parto precedem sempre o livramento.

  • O pensamento se manifesta em ação e atrai as coisas, pessoas e circunstâncias que estão em harmonia com ele.

A AURA HUMANA

 

A aura é visível apenas para quem possui o poder psíquico altamente desenvolvido. Alguns, possuindo uma visão inferior, só têm sido capazes de ver algumas das mais grosseiras manifestações da emanação que constitui a aura.


Cada princípio do homem (espírito, mente espiritual, intelecto, mente instintiva, prana, corpo astral e corpo físico) irradia energia que, combinando-se, constitui o que é conhecido como aura humana. A aura de cada princípio, se se afastasse ou fosse separada dos outros, ocuparia o mesmo espaço que o ocupado pela aura de todos ou de algum dos princípios. Era outras palavras: as várias auras dos diferentes princípios se interpenetram umas às outras, e sendo de diferentes estados de vibração, não interferem umas com as outras.


A forma mais grosseira da aura humana é, naturalmente, a que emana do corpo físico. Algumas vezes denominam-na aura de saúde, pois é uma indicação segura do estado de saúde física da pessoa de cujo corpo irradiar. Como todas as outras formas da aura, estende-se do corpo a uma distância de algumas polegadas. Do mesmo modo que todas as outras formas da aura, é oval. A aura física é, praticamente, incolor (ou, positivamente, quase de um branco azulado, parecido à cor da água clara), mas possui um aspecto peculiar, não possuído pelas outras manifestações da aura, posto que se apresenta à visão psíquica como "estriada" por numerosas linhas finas, que se estendem como crina eriçada do corpo para fora. Em saúde e vitalidade, essas crinas saem retas, enquanto que, em casos de saúde imperfeita ou pobreza de vitalidade, caem como cabelo flexível de um animal. Este fenômeno é ocasionado pela corrente de Prana que vigoriza o corpo com maior ou menor intensidade; o corpo está sadio quando tem uma provisão normal de Prana, enquanto que o corpo fraco ou doente sofre pela quantidade insuficiente do mesmo Prana. Essa aura física é visível para muitos que só têm um grau muito limitado de visão psíquica. As partículas desprendidas da aura física permanecem no ponto ou lugar onde a pessoa esteve; e os cães e outros animais que possuem certo sentido fortemente desenvolvido, têm a faculdade de seguir o cheiro ou as pegadas da pessoa ou animal da qual estão na pista.


A aura que emana do segundo princípio ou corpo astral é como o princípio mesmo, de cor e aparência vaporosa, tendo alguma semelhança com o vapor antes de dissolver-se e desaparecer de nossa vista. Aqueles de nossos leitores que alguma vez tenham visto uma forma astral ou o que comumente se chama um fantasma — de alto ou baixo grau — relembrarão, provavelmente, de ter visto uma nebulosa de forma ovóide, vaporosa, rodeando a figura mais visível da forma astral. Essa débil e vaporosa nuvem oval era a aura astral.


A aura do terceiro princípio, ou Prana, é difícil de descrever, exceto para aqueles que já viram os raios X. Vê-se algo como uma nuvem vaporosa de cor e aparência de uma chispa elétrica. De fato, todas as manifestações de Prana se parecem à luz ou chispas elétricas. Prana tem um colorido suavemente rosado, quando está no corpo ou próximo dele, mas perde este aspecto desde que se aparta algumas polegadas do corpo. Essa aura prânica é extraída, algumas vezes, de uma pessoa forte e sã, por uma débil que carece de vitalidade e, então, extrai daquela o que lhe é necessário. Nestes casos a pessoa que é despojada sem seu consentimento, experimentará uma sensação de languidez e lassidão, depois de haver estado em companhia da pessoa que absorveu uma parte de sua vitalidade.


A aura é vista pelo observador psíquico como uma nuvem luminosa, quase oval, na forma, estendendo-se de dois a três pés (60 a 90 cm) em todas as direções do corpo. Não termina de maneira abruta, mas sim, desvanece-se gradualmente até que de todo desaparece. Suas cores são originadas por certos estados mentais da pessoa circundada pela aura. Cada pensamento, emoção ou sentimento manifesta-se por um certo matiz ou combinação de cores. O psíquico desenvolvido pode ler os pensamentos de uma pessoa como se fossem as páginas de um livro aberto: basta que ele compreenda a linguagem das cores áuricas — linguagem que, naturalmente, todos os ocultistas desenvolvidos conhecem.



CORES ÁURICAS E SEU SIGNIFICADO
- Preto, representa ódio, malícia, vingança e sentimentos semelhantes.
- Pardo, de um matiz mais brilhante, representa egoísmo.
- Pardo-cinzento, de um matiz peculiar (quase como o de um cadáver), representa temor e terror.
- Pardo, de um matiz escuro, representa depressão e melancolia.
- Verde, de um matiz sujo, representa ciúmes. Se há muita ira de envolta com os ciúmes, aparecerão chamas encarnadas sobre um fundo verde.
- Verde, de um matiz quase cor de ardósia, representa falsidade baixa.
- Verde, de um matiz brilhante peculiar, representa tolerância para as opiniões e crenças de outros; fácil adaptação às mudanças de condições, adaptabilidade, tato, etc.
- Encarnado de matiz semelhante ao das chamas que, misturadas com a fumaça, saem de um orifício, ardendo, representa sensualidade e paixões animais.
- Encarnado, visto em formas de labaredas de um vermelho brilhante, parecidas, em seu aspecto, ao resplendor de um relâmpago, indica cólera.
- Carmesim, representa amor, variando em matiz de acordo com o caráter da paixão. Um amor sensual e grosseiro será de um carmesim escuro e opaco, enquanto que, combinado com sentimentos elevados, aparecerá em tons mais luminosos e mais agradáveis. Uma forma muito mais elevada de amor apresentará uma cor quase aproximada a um formoso cor-de-rosa.
- Moreno, de uma coloração avermelhada, representa avareza e voracidade.
- Alaranjado, de um tom brilhante, representa orgulho e ambição.
- Amarelo, em seus variados matizes, representa poder intelectual. Se o intelecto se satisfaz com coisas de ordem inferior, o seu matiz é de um amarelo escuro e sombrio; e conforme vai elevando-se a níveis mais altos, a cor se torna mais brilhante e mais clara; um formoso amarelo dourado significa uma grande aquisição intelectual; amplo e brilhante raciocínio, etc.
- Azul de um matiz escuro, representa pensamentos, emoções e sentimentos religiosos. Esta cor varia em claridade, conforme o grau de altruísmo manifestado na concepção religiosa.
- Azul-Claro, de um matiz luminoso e puro, representa espiritualidade. Alguns dos graus mais elevados de espiritualidade observados na humanidade ordinária, mostram-se neste matiz azul cheios de brilhantes pontos luminosos, chispantes e titilantes, como estrelas numa clara noite de inverno.


Outro fato notável para aqueles que não têm pensado no assunto, é que a cor ultravioleta, na aura, é indício de desenvolvimento psíquico, empregado num plano elevado e altruísta, enquanto que a cor infravermelha, vista na aura humana, indica que a pessoa possui desenvolvimento psíquico, porém que o emprega para propósitos egoístas e indignos — magia negra, em realidade.


Além das duas cores acima mencionadas, há outra que também é invisível à visão comum — o verdadeiro amarelo primário — o qual é indicador da iluminação espiritual e que é percebido debilmente ao redor da cabeça daqueles que são espiritualmente grandes. A cor que nos ensina como característica do sétimo princípio — o espírito — se diz ser de pura luz branca — de um brilho especial — igual à qual jamais foi vista por humanos olhos.


A aura que emana da mente instintiva é constituída, principalmente, dos matizes muito sombrios e escuros.


Convém fazer notar, aqui, que ainda quando a mente esteja sossegada, pairam sobre a aura matizes que revelam as tendências predominantes do homem, de modo que o seu grau de progresso e desenvolvimento, como também seus gostos e outras qualidades de sua personalidade, podem ser facilmente distinguidos. Quando a mente é agitada por uma paixão forte, sentimento ou emoção, a aura inteira parece ser colorida pelo matiz ou matizes particulares que representam esses estados. Por exemplo, um violento acesso de cólera faz que toda a aura mostre brilhantes raios vermelhos sobre um fundo negro, que quase eclipsam as outras cores. Esse estado dura mais ou menos tempo, de acordo com a violência da paixão.


Uma forte onda de amor, ao passar pela mente, fará que a aura inteira manifeste o carmesim, dependendo o matiz do caráter da paixão. Da mesma forma, uma exaltação de sentimento religioso dará à aura inteira um tom azul, como se explicou na tábua das cores.


Vereis, pelo que temos dito, que há dois aspectos para a condição da cor da aura: o primeiro depende dos pensamentos que habitualmente predominam e se manifestam na mente da pessoa, e o segundo depende do sentimento, emoção ou paixão particular ao manifestar-se num momento. A cor passageira desaparece quando o sentimento se extingue, ainda que um sentimento, paixão ou emoção, repetidamente manifestado, se revela com o tempo na cor áurica habitual.


A cor normal manifestada na aura, sem dúvida muda gradualmente de tempo em tempo, à proporção que o caráter da pessoa melhora ou se modifica. As cores habituais indicam o caráter geral da pessoa; as cores passageiras mostram o sentimento, a emoção, a paixão que a dominam nesse momento particular.


O homem que tem o intelecto bem desenvolvido, apresenta uma aura inundada com um formoso amarelo dourado, pertencente à intelectualidade. Quando o intelecto do homem tem absorvido a idéia da espiritualidade e se dedica à aquisição de poder, desenvolvimento e progresso espirituais, esse amarelo mostrará no contorno dos seus bordos um azul-claro de um matiz particularmente puro.


A aura que emana da mente espiritual ou sexto princípio é da cor do verdadeiro amarelo primário, que é invisível à vista ordinária e não pode ser reproduzido artificialmente pelo homem. Concentra-se ao redor da cabeça do homem espiritualmente iluminado e algumas vezes produz um fulgor particular, que pode ser visto até por pessoas de pequeno desenvolvimento.


A auréola que aparece nos quadros dos grandes instrutores espirituais da raça é o resultado de uma tradição nascida de um fato experimentado pelos primitivos discípulos desses mestres. O halo ou a glória vistos nos quadros, têm a sua origem no mesmo fato. Quando outra vez contemplarmos o assombroso quadro de Hoffmann, "Gethsemani", experimentaremos uma nova compreensão do fulgor místico que rodeia a cabeça do Grande Mestre espiritual.


Da aura do sétimo princípio, o espírito, muito pouco podemos dizer, e este pouco chegou até nós por tradição. Foi nos dito que é constituído de uma luz de "branco puro", alguma coisa desconhecida para a ciência humana. 
 

PENSAMENTO E KARMA

 

Atraímos pensamentos que correspondem em natureza aos que estamos habituados a entreter. Pensamentos de cólera, tristeza atraem outros semelhantes que alimentam estas emoções. Pensamentos de amor, alegria atraem outros que nos saturam de um ardor de amorosa emoção.

O pensamento se manifesta em ação e atrai a si as coisas, pessoas e circunstâncias que estão em harmonia com ele.

O homem vê um mundo que tem a cor dos óculos da sua alma. Se odiais alguém, vereis um mundo odiável. Projetais pensamentos benévolos e eles vos serão devolvidos com juros e vos vereis em face de um mundo benévolo e auxiliador.

O yogi é sereno e tranquilo, aparentando poder e força. Os fortes são inimigos de bravatas e ameaças, deixam-nas aos fracos que querem ser considerados fortes.

Semeai um ato, colhereis um hábito. Semeai um hábito, colhereis um caráter. Semeai um caráter, colhereis um destino.

Em vidas passadas nos ligamos a outros pelo amor ou ódio – pela boa ação ou crueldade. E estas pessoas, nesta vida, têm relação conosco, tendentes à mútua reparação e desenvolvimento.

A INFLUÊNCIA DA AURA

 

Algumas casas têm uma atmosfera (aura) de alegria, sociabilidade e carinho, enquanto outras são frias e repulsivas. Algumas pessoas trazem consigo uma atmosfera de contentamento e otimismo; outras produzem um sentimento de discórdia e mal-estar.


Prana se acha no ar, na água, no alimento etc. Circunda o corpo com uma aura. É transmitido pelo contato da mão e pelo olhar.


A atmosfera mental de uma comunidade é o resultado da composição dos pensamentos das pessoas que a compõem. Se uma pessoa permanece muito tempo num lugar, é provável que seja influenciada por sua atmosfera mental e se degrade ou eleve ao nível do pensamento dominante.


Vida é a natureza externa do Absoluto, e Amor sua natureza interna.


A aura se estende até dois metros além do corpo. A pessoa sensível em contato com outra pode sentir esta emanação, carregada de pensamentos e sentimentos. Pessoas cujos caracteres mentais e emotivos se assemelham absorvem ideias e sentimentos umas às outras, se a aproximação é bastante para entrelaçar suas auras. (P.Brunton)


Os objetos conservam traços dos sentimentos de seus donos e emitem radiações que afetam as pessoas, influindo em seu caráter. 

 
 

A FORÇA DA MENTE HUMANA

 

A perseverança é uma consequência da energia.


Até na guerra, a moral está para o físico como dez estão para um.


A atenção é encontrada somente entre pessoas de mentalidade forte. Quem não presta atenção tem má memória.


O homem que deseja fortificar-se encontrará sempre grandes forças a seu lado que o auxiliarão, porque está realizando o plano favorito da natureza. A natureza parece gostar de indivíduos fortes e se deleita em ajudá-los a avançar.


Todo homem que desenvolver sua concentração triunfará. Não perca tempo a queixar-se da “opressão do capital” ou coisas assim. Se és um homem de concentração, o capital se apressará a aproveitar teus serviços ou comprar-te mercadorias.


O único modo de cultivar qualquer faculdade ou parte, mental ou física, é exercitá-la.

EXPERIÊNCIA E EVOLUÇÃO

 

Certas coisas não nos causam tentação porque aprendemos a lição numa vida passada e não precisamos tornar a aprendê-la.


O desejo vincula a pessoa numa próxima encarnação em condições de satisfazê-lo.


O melhor mestre é a experiência. Ao recordar os bons e maus resultados das ações, procuramos repetir os de resultado feliz e impedir os de má consequência.


Vede o que as pessoas estão fazendo, dizendo e pensando. Tudo isso é bom para os que estão nestes degraus (evolutivos).


Tudo o que pensais que é superioridade é um pouco mais de idade e experiência.(*)

(*) Ramacháraka se refere à idade e experiência da alma mais velha e com mais reencarnações.

MORAL E COMPORTAMENTO

 

Quem de vós é sem pecado, atire-lhe a primeira pedra.


O homem espiritualmente adiantado acha sua maior felicidade em poder tornar os outros felizes.


Aos críticos, praticai a resistência passiva, e achareis que esta é muito mais eficaz do que a resistência ativa do mundo ao redor.


Nossos próximos não quererão fazer-nos mais mal do que nós queremos fazer a eles.


Não rastejeis como um verme, não vos humilheis prostrando-vos no pó. Não enganeis o semelhante nem vos deixeis enganar. Não provoqueis rixa, mas não vos deixeis espancar por ninguém.


Se estais vestidos com a “armadura do justo” e o mundo vê que tendes auto-respeito e que não fazeis asneiras, o mundo vos tratará com deferência.


Ser franco e sincero ao extremo de prejudicar-se é ridículo.


Ninguém conhece o valor de algo se não o relaciona ao esforço que lhe custou obtê-lo.


Se duvidais, dizei não.


Nenhum temor assaltará quem saiba se defender com calma e equilíbrio.


Para assegurar a independência, pratique uma simples economia, repelindo o supérfluo.


A pobreza impede a prática do bem e torna impossível resistir ao mal, físico e moral. Não fique em débito com ninguém, gaste menos do que tiver.

 

A FORÇA DO PENSAMENTO

 

Os pensamentos conduzem o pensador a circunstâncias e condições apropriadas para manifestar estas inclinações em ação.


Cada pessoa atrai para si outras de pensamentos similares e será atraído para elas. Fazemos nosso círculo de relações por nossos pensamentos de ontem ou de hoje.


 Assim como um homem pensa, assim ele olha, gesticula, age, caminha, senta-se etc.


Atraímos pensamentos que correspondem em natureza aos que estamos habituados a entreter. Pensamentos de cólera, tristeza atraem outros semelhantes que alimentam estas emoções. Pensamentos de amor, alegria atraem outros que nos saturam de um ardor de amorosa emoção.


O pensamento se manifesta em ação e atrai a si as coisas, pessoas e circunstâncias que estão em harmonia com ele.

O que cremos ser opinião nossa é, muitas vezes, produto dos pensamentos dos que nos cercam.


O homem vê um mundo que tem a cor dos óculos da sua alma. Se odiais alguém, vereis um mundo odiável. Projetais pensamentos benévolos e eles vos serão devolvidos com juros e vos vereis em face de um mundo benévolo e auxiliador.


Pelo desejo chamamos à existência, pela afirmação conservamos, pela negação destruímos.

SUGESTÕES VALIOSAS PARA A SAÚDE

 

Aposentos cheios de pensamentos negativos devem ser abertos à luz do sol e ao ar.


Água, ar e luz solar – afugentam todos os males.


Deixai que os raios do sol cheguem ao vosso corpo sem a interposição da roupa e vede quão fortes vos sentireis. Se tiverdes alguma fraqueza, conseguireis alívio permitindo que os raios solares caiam bem na parte afetada. Pela manhã, seus raios são ainda mais benéficos. Não vos exponhais ao sol no rigor do verão ou próximo do meio-dia.


 O banho desobstrui a superfície da pele.


Água canalizada, parada ou fervida contém pouco prana e deve ser passada pelo ar de um vaso para outro para reabsorver prana.


A falta de água provoca enrugamento da pele, constipação, mau funcionamento de fígado, rins etc. Beba água em pequenas quantidades, com frequência durante o dia (2 litros/dia). Não esqueça a água ao se sentir cansado.


A melhor respiração é a baixa, que enche os pulmões impelindo o abdomen para fora. A pele também respira, não se cubra com muita roupa.


As fossas nasais são um filtro protetor, além de aquecer o ar. Não se encerre em aposentos sem ventilação, pois o ar expelido contamina o ambiente.


O alimento não é para gratificar o paladar, mas para a nutrição. O yogi deixa que a fome se manifeste nele. O alimento deve ser completamente mastigado, reduzido a uma massa pastosa. Assim obterás melhor nutrição e difestão.


Falta de eliminação envenena o sistema.


Ao andar descalço sobre a terra, adquirimos seu magnetismo.


Trabalho físico sem atividade mental, ou labor mental sem atividade física atrofiam a vida humana. Um deve alternar o outro.

EXERCÍCIOS PRÂNICOS

 

Na respiração rítmica as unidades de inalação e exalação devem ser iguais, enquanto a unidade de retenção e entre-respirações devem ser metade das unidades de inalação e retenção.

O exercício seguinte deve ser dominado como base de outros exercícios, do qual falaremos mais tarde:

(1) Sente-se ereto, com o peito, pescoço e cabeça numa linha reta, e mãos descansando sobre as pernas.

(2) Inale devagar uma respiração complete, contando até seis.

(3) Retenha, contando até três.

(4) Exale devagar pelo nariz, contando até seis.

(5) Conte até três entre as respirações.

(6) Repita algumas vezes, mas evite fatigar-se.

(7) Faça a respiração purificadora, para descansar os pulmões.

Pode-se contar menos que seis, ou mais, dependendo da capacidade pulmonar. Não se esforce demais para aumentar a duração, o importante é o ritmo.

GERANDO PRANA

Deite-se sobre o chão, ou sobre a cama, completamente relaxado, com as mãos sobre o plexo solar, e respire ritmicamente. Após estabelecer o ritmo, deseje que o prana, ou energia vital do ar, entre a cada inalação e seja depositado no plexo solar. A cada exalação, deseje que o prana seja distribuído ao corpo todo, cada órgão, artéria e célula, recarregando e fortalecendo todo o sistema. Visualize o prana que entra e se distribui.

Este exercício refresca e fortalece o sistema nervoso, e produz um sentimento de descanso no corpo todo. É muito benéfico quando a pessoa está cansada e sente falta de energia.

MUDANDO A CIRCULAÇÃO

Deite-se, respire ritmicamente e com as exalações dirija a circulação a qualquer parte que você queira, a qual possa estar sofrendo de circulação imperfeita. Isto é efetivo em casos de pés frios ou dor de cabeça, dirigindo-se em ambos os casos o sangue para baixo, para esquentar os pés ou aliviar o cérebro da pressão.

RECARREGANDO

Se você sentir falta de energia, coloque os pés juntos, lado a lado, e junte os dedos das mãos, do modo que lhe parecer mais confortável. Isto fecha o circuito. Então respire ritmicamente, e sentirá o efeito do recarregamento.


ESTIMULANDO O CÉREBRO

Este exercício clareia o cérebro e o torna apto ao trabalho mental, além de refrescar a mente após um árduo labor mental.

Sente-se ereto. Feche a narina esquerda com o dedo e inale devagar pela direita até encher o pulmão (sem exageros). Então remova o dedo da esquerda, e feche a narina direita e exale pela narina esquerda até esvaziar o pulmão. Agora, sem mudar o dedo, inale pela esquerda, mude o dedo e exale pela direita.

Continue alternando as narinas e respirando assim, enquanto sentir-se confortável. 



2 - A PRIMEIRA LIÇÃO

  A primeira lição que o mestre dá ao aspirante e que o conduz ao primeiro grau é que a Suprema Consciência do Universo, o Absoluto, manifes...