quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

2 - A PRIMEIRA LIÇÃO

 

A primeira lição que o mestre dá ao aspirante e que o conduz ao primeiro grau é que a Suprema Consciência do Universo, o Absoluto, manifestou o ser que chamamos homem - a mais alta manifestação neste planeta.

O Absoluto manifestou uma infinidade de formas de vida no Universo, com todos os distantes mundos, sóis, planetas etc., formas das quais muitas são desconhecidas no nosso globo e insuscetíveis de serem concebidas pela mente do homem comum.

O homem, antes de querer achar a solução dos segredos do Universo exterior, deve saber governar o universo interior, o reino do Eu. Quando conseguir isto, poderá e deverá ir à procura do saber exterior, como um senhor que quer desvendar os segredos deste saber, e não como um escravo que pede migalhas da mesa da ciência.

O que o aspirante deve conhecer em primeiro lugar é o seu Eu.

O homem, que é a mais alta manifestação do Absoluto em nosso planeta, é um ser maravilhosamente organizado, embora o homem vulgar conheça só muito pouco de sua natureza real.


Em sua constituição física, mental e espiritual, o homem abrange as formas inferiores como também as superiores. Nos seus ossos representa-se a vida mineral, e com efeito existem substâncias minerais nos seus ossos, na construção de seu corpo e seu sangue. A vida física do corpo assemelha-se à da planta.

Muitos desejos e muitas emoções corporais são afins aos instintos dos animais inferiores, e no homem não desenvolvido predominam esses desejos e emoções e oprimem a natureza superior que fica quase despercebida.

Além disso, o homem possui certos característicos mentais que lhe são próprios e não se encontram nos animais inferiores. E ao lado das faculdades mentais, que são comuns a todos os homens, ou melhor, que se podem ver em grau maior ou menor em todos os homens, existem ainda outras latentes e que, uma vez manifestadas, fazem do homem um ser mais elevado que o homem comum.

O desenvolvimento destas faculdades latentes é possível a todos que chegaram ao grau próprio a isso, e o desejo e a fome do estudante ávido de instrução são causados pela pressão dessas faculdades que estão se desenvolvendo e se esforçam por serem reconhecidas pela consciência.


1 - O EU

 

Na Índia, os aspirantes à iniciação em Raja Yoga recebem uma série de lições dos mestres yogues destinadas a esclarecer-lhes a natureza do Eu real e instruí-los na ciência secreta que os torna capazes de desenvolver a consciência e realizar o conhecimento do Eu real que está dentro deles.

Ao aspirante não são dadas novas instruções, senão quando prova que aprendeu as que tem recebido ou, ao menos, que a verdade se fixou em sua consciência, porque os yogues são de opinião que, sem ter consciência de sua real identidade, ele não pode conhecer a fonte de seu poder e não é capaz de sentir em si o poder da Vontade.

O mestre não quer que ele tenha apenas uma concepção intelectual dessa identidade, que sinta sua verdade, que perceba o Eu real, esteja consciente dele em seu cotidiano, e ao redor dessa consciência devem girar todos seus pensamentos e ações.

A alguns aspirantes este conhecimento vem como um raio de luz no momento em que a ele dirigem sua atenção; ao passo que outros precisam seguir um rigoroso curso de treinamento antes de adquirir esse conhecimento consciente.


O mestre ensina que há dois graus deste despertar da consciência do Eu real. O primeiro, que chamam de Consciência do Eu, é a plena consciência de existência real que o aspirante obtém e que o faz saber que ele é uma entidade real possuindo vida independente do corpo. 

O segundo grau, que chamam de Consciência do Eu Sou, é a consciência de nossa identidade com a vida universal, nossa afinidade, nosso contato com toda a vida do Universo. Estes dois graus de consciência serão conhecidos por todos que buscam o Caminho. 

Alguns encontram esses dois graus repentinamente; outros os descobrem gradualmente; alguns chegam a eles por meio dos exercícios de Raja Yoga.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

SAÚDE FÍSICA E MENTAL

 

O poder mental, a felicidade, o autodomínio, a clareza de vista, a moralidade e o desenvolvimento espiritual podem ser aumentados com pranayama.

Não pode haver poder de rapidez e ação eficaz a não ser que se saiba relaxar. A pessoa que se inquieta, encoleriza, irrita e anda agitada de um lado para outro cansa-se antes de chegar a hora da ação.

Cultive uma atitude mental de calma e repouso. O equilíbrio pode ser produzido pela eliminação da inquietação e da cólera. E o temor se baseia nestas emoções.

Aposentos cheios de pensamentos negativos devem ser abertos à luz do sol e ao ar.

Água, ar e luz solar – afugentam todos os males.

Deixai que os raios do sol cheguem ao vosso corpo sem a interposição da roupa e vede quão fortes vos sentireis. Se tiverdes alguma fraqueza, conseguireis alívio permitindo que os raios solares caiam bem na parte afetada. Pela manhã, seus raios são ainda mais benéficos. Não vos exponhais ao sol no rigor do verão ou próximo do meio-dia.


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A falta de água provoca enrugamento da pele, constipação, mau funcionamento de fígado, rins etc. Beba água em pequenas quantidades, com frequência durante o dia (2 litros/dia no verão). Não esqueça a água ao se sentir cansado.

O alimento não é para gratificar o paladar, mas para a nutrição. O yogi deixa que a fome se manifeste nele. O alimento deve ser completamente mastigado, reduzido a uma massa pastosa. Assim obterás melhor nutrição e digestão.

Falta de eliminação (das fezes) envenena o sistema (do corpo físico).

Ao andar descalço sobre a terra, adquirimos seu magnetismo.

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Trabalho físico sem atividade mental, ou labor mental sem atividade física atrofiam a vida humana. Um deve alternar o outro.

A ociosidade desmoraliza o corpo, a alma e a consciência. Noventa por cento dos vícios e misérias provêm da ociosidade.

A FILOSOFIA DA RAJA YOGA

 

  • O homem adiantado não hesita em dizer a verdade, ainda que seja desagradável, quando acha que assim deve fazer, porém fala como um irmão amoroso que não critica, querendo mostrar-se mais santo do que o outro, mas somente porque sente a dor do outro, vê seu erro e quer dar-lhe a mão para o ajudar. Ele está longe do desejo de ofender ou envergonhar o outro com suas expressões, longe de querer impor-se ou humilhar.

  • O orgulho físico é sucedido pelo orgulho intelectual, orgulho em conhecimentos psíquicos, orgulho no desenvolvimento e crescimento espiritual, orgulho em conduta moral, castidade e caráter, orgulho que diz 'sou mais santo que tu' etc. De novo torna a molestar-nos o orgulho tentador.

  • Assim como agora reconheceis o bruto e vos sentis envergonhado, anteriormente não sentíeis a sua presença, não notáveis a sua existência, porque vós mesmo éreis o bruto. É unicamente porque tentais divorciar-vos dele que vos sentis envergonhado de sua presença. Não podeis vê-lo enquanto não começais a ser diferente dele.

  • Tudo que pensais que é superioridade, é apenas um pouco mais de idade (da alma), um pouco mais de experiência neste plano de existência. Vosso orgulho é o louco orgulho infantil da criança que está saindo da primeira classe para entrar na segunda, e olha soberbamente a um bando de pequeninos que estão entrando na classe que deixastes.



  • Se alguma vez sentis que sois tentados a glorificar-vos, lembrai que, comparado com alguma das inteligências que, já há muito tempo, passaram pelo vosso presente estado de desenvolvimento, não sois mais do que a inteligência de um besouro, comparada com vossa própria.

  • Estamos exatamente onde estamos porque esse é o melhor lugar para nós neste grau de nosso desenvolvimento, e não devemos passar esta vida somente em sonhos do futuro, porque temos trabalho a fazer, lições a aprender e nunca nos poderemos adiantar, se não tivermos cumprido os deveres de nosso presente grau.

  • Nada de quanto tem corpo, nada de quanto não seja eterno, pode vir em teu auxílio.

  • Pode ser que encontreis num livro uma só sentença que é conforme à vossa razão superior; aceitai-a e não vos inquieteis pelo resto. Não vos deixeis perturbar pelo aparente conflito dos ensinos que ouvis e ledes. Cada instrutor há de ensinar pelo método que lhe é próprio, e cada instrutor tocará em alguma coisa omitida pelos outros.

  • Olhai ao vosso redor e vede o que as pessoas estão fazendo, o que estão dizendo, o que estão pensando; tudo isso é bom, em todas as suas fases, para os que estão nestes degraus de evolução. Vivei vossa vida, no vosso próprio plano de desenvolvimento, mas não menosprezeis os que ainda estão nos planos inferiores.

  • Não tomeis as coisas demasiado a sério, não olheis com ar pedante o divertimento das crianças na escola de Deus.

  • O homem adiantado no caminho espiritual se torna mais alegre e feliz. Coisas que inquietam seus vizinhos, parecem ter pouco efeito sobre ele. Muitas vezes parece não ter sentimento nem coração, e apesar disso está cheio de amor e afabilidade. Sua atitude mental está mudada, tem outro ponto de vista. O tempo tem para ele menos importância, porque possui a idéia de eternidade. O homem nestas condições faz melhor ficando quieto, ou o povo o considera como um excêntrico e diz que não está bem equilibrado.

  • Colocai vosso corpo em posição frouxa e reclinada. Respirai ritmicamente e meditai sobre o Eu Real, pensando em vós mesmo como uma entidade independente do corpo, que lhe serve de morada e de que pode sair quando quiser. Usai o mantra EU SOU, repeti estas palavras muitas vezes. Este mantra, sendo claramente compreendido, produzirá no estudante um semblante quieto e simpático, e uma calma manifestação de poder, que será percebida por aqueles com quem entrar em contato.

  • Em certa fase de sua evolução, o homem reconhece um misterioso algo que vem de uma parte mais elevada da mente e lhe dá o sentimento de vergonha, quando pratica atos egoístas, e o sentimento de paz e satisfação, quando faz certas coisas com relativo desinteresse.

  • O homem adiantado encontra alívio em seu trabalho, quando se sente perturbado ou inquietado por alguma coisa. Acha que o trabalho lhe serve de poderoso auxílio para vencer as tentações da parte inferior de sua natureza e encarar os novos problemas que se apresentam continuamente.

  • Vós não sois o Absoluto, a Mente Universal. Mas sois um átomo que contém um de seus raios; a Sua vida opera por meio de vós. Estais em contato com o Centro e o Centro é consciente de vós e de sua relação convosco. Sois apenas um átomo, porém necessário ao todo. Sois parte do Todo. Nada pode vos fazer mal ou destruir.

  • Aquilo que conduz a alma para cima é JUSTO e BOM, e aquilo que retarda seu progresso ou a faz demorar-se demais num degrau inferior da jornada é INJUSTO e MAU, donde podemos deduzir que as regras de conduta e ética são todas relativas (uma vez que as almas se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento, e o que é bom para uma pode ser mau para outra, e vice-versa).

A ESSÊNCIA DA RAJA YOGA

 

  • O homem, antes de querer achar a solução dos segredos do universo exterior, deve saber governar o universo interior – o reino do Eu. Quando conseguir isto, poderá e deverá ir à procura do saber exterior, como um senhor que quer desvendar os segredos deste saber, e não como um escravo que pede migalhas da mesa da ciência.

  • O que o aspirante deve conhecer em primeiro lugar é seu Eu. Há de ser capaz de distinguir entre o Eu e o não-Eu. Esta é a primeira tarefa que espera o aspirante. Aquilo que é o Eu real do homem é a centelha divina, emitida pela chama sagrada. Possui em si mesmo o poder, a sabedoria e a realidade.

  • À medida que o homem se adiante em cultura e civilização, seus sentidos são educados, e encontram satisfação só em coisas mais refinadas, ao passo que o homem menos cultivado se contenta e satisfaz com os gozos sensuais mais grosseiros e materiais.

  • Tudo que é necessário é que o aspirante sinta em si o amanhecer da consciência que desperta, ou a percepção do Eu real. Os estados superiores da consciência do Eu virão gradualmente, porque quem entrou uma vez no caminho não pode retroceder. Pode haver pausas na jornada, mas nunca se pode perder realmente o que se obteve uma vez no caminho.

  • O homem há de ser senhor de si mesmo antes que possa esperar exercer influência sobre seu ambiente. O caminho que conduz ao desenvolvimento e ao poder é estreito e árduo, e cada aspirante há de dar pessoalmente todos os passos, com seu próprio esforço.

  • A primeira instrução que se dá ao aspirante à iniciação tem por fim despertar a mente à consciência da individualidade do Eu. O aspirante deverá aprender a afrouxar seu corpo, acalmar sua mente e meditar sobre o Eu.



  • Retirai-vos a um quarto quieto, onde vossa mente se sinta segura e calma. Devereis estar isolados, em comunhão com vosso Eu real. Sentai numa cadeira cômoda para que possais relaxar ou afrouxar os músculos e evitar a tensão de vossos nervos, até que um sentimento de perfeita paz, descanso e calma penetre em vosso ser. Descansai o corpo e acalmai a alma. Concentrai toda a atenção no seu Eu individual, formando em vossa mente a idéia de si mesmo como sendo uma coisa real, um sol ao redor do qual o mundo todo gira. Deve ver-se como um centro. Enquanto o ego não se reconhecer como sendo um centro de pensamento, influência e poder, não poderá manifestar estas qualidades.

  • O aspirante há de meditar sobre o Eu, e reconhecê-lo, senti-lo,como sendo um centro. Esta é sua primeira tarefa.

  • O aspirante pode acelerar a realização do Eu como um centro, se entrar em silêncio, repetindo várias vezes seu nome, lenta, refletida e solenemente.

  • Vós, o Eu real, não sois o corpo. Vós sois espírito. Quando entrardes neste reconhecimento e nesta consciência, sentireis um influxo de força e poder que não se pode descrever. O medo cairá de vós como um manto rasgado e sentireis que nascestes de novo.

  • Não percais a coragem se vosso progresso for lento. Não vos aflijais se escorregardes um passo para trás, depois de vos terdes adiantado. Na próxima vez dareis dois passos avante.

  • Afirmações (mantras): “Eu sou um centro. Em torno de mim gira meu mundo.”
    Eu sou um centro de influência e poder.”
    Eu sou um centro de pensamento e consciência”.
    Eu sou independente do corpo”.
    Eu sou imortal e não posso ser destruído.”
    Eu sou invencível e nada me pode fazer mal.”

A INTUIÇÃO

 

  • A intuição é uma faculdade mental, como o é o intelecto. A intuição está acima do campo da consciência e suas mensagens vêm de cima para baixo, embora seus processos fiquem ocultos. A humanidade está se desenvolvendo para entrar no plano da intuição, e um dia terá plena consciência neste plano. Por ora, recebe apenas os vislumbres da região oculta.

  • Muitas das melhores coisas que temos provêm desta região, por exemplo a arte, a boa música, a bela poesia, a percepção espiritual, o intuitivo reconhecimento da verdade etc. Estas coisas não são produtos de raciocínios de nosso intelecto.

  • Nesta maravilhosa região habita o gênio. Muitos, se não todos os grandes escritores, músicos, artistas de modo geral, têm sentido que sua força vinha de um manancial superior. Muitos pensaram que emanava de um ser que os favorecia e inspirava com força e sabedoria.



  • Os gregos reconheciam este algo no homem e chamavam-no daimon. Goethe também falou do daimon como de uma força superior à vontade e que inspira certas naturezas com maravilhosa energia.

  • Esta força pertence a cada um de nós, porém se manifesta apenas no grau a que podemos responder. Cresce e aumenta com fé e confiança, encerra-se e retira-se a seu esconderijo quando não lhe acreditamos e duvidamos de sua veracidade e realidade. O que denominamos originalidade vem desta região.

  • O ocultista adiantado sabe que nas regiões superiores da mente se abrem percepções intuitivas de toda a verdade e que aquele que se pode elevar a estas regiões saberá tudo intuitivamente. Será bom para nós se seguirmos o superior rumo interno, deixando-nos conduzir pelo Espírito, o Eu.

  • O Eu dentro de cada um de nós toma cuidado de nossos interesses e deseja nosso maior bem possível, e não só está pronto para nos dirigir, mas até toma a nossa mão para guiar. O Eu Superior faz o melhor que pode para nosso desenvolvimento e bem-estar, mas encontra obstáculos nas envolturas que o limitam.

A MENTE SUBCONSCIENTE

 

  • O campo subconsciente pode elaborar um problema e, depois de algum tempo, apresentar ao campo consciente do intelecto a solução.

  • Muitos relatam os exemplos de auxílio da mente subconsciente, sendo que eles souberam aproveitar estas operações inconscientes. Ou antes, eles saturaram sua mente consciente com uma porção de material, assim como quando se enche o estômago de alimento, e depois deixaram a mentalidade subconsciente sortir-se, separar, arranjar e digerir o alimento mental, da mesma maneira como o estômago e o aparelho digestivo digerem o alimento natural – fora do domínio da consciência.

  • Os yogues instruem seus alunos em raja yoga e ensinam-lhes os meios pelos quais podem dirigir sua mente subconsciente para trabalhar por eles, do mesmo modo como podem encarregar outra pessoa de execução de um trabalho. Tendo adquirido esta arte, o estudante descansa, sabendo que o resultado desejado se lhe apresenta no devido tempo. O processo da operação subconsciente está em movimento e a mentalidade subconsciente está trabalhando, colhendo a informação ou elaborando o problema.

  • Todos nós sabemos como a mente subconsciente aceita uma ordem da vontade ou um forte desejo, que a pessoa acorde a uma certa hora para, digamos, alcançar um trem, e aproximando-se a hora combinada a pessoa realmente acorda.

  • O estudante aprende a falar à mentalidade subconsciente como se ela fosse uma entidade separada dele, encarregada de fazer o respectivo trabalho. Ele aprende também que o aguardar com confiança é uma importante parte do processo e que o grau de sucesso depende do grau desta expectativa e confiança.

  • Há um ponto importante: a ação subconsciente depende grandemente da atenção e do interesse que se dá ao material adquirido. Para obter o melhor resultado é preciso saturar bem,com interesse e atenção, essa massa de material mental que deve ser dirigido e batido pela mente subconsciente.

  • Muitas pessoas que, acidentalmente, descobriram esta faculdade da mente subconsciente de elaborar problemas e prestar outros valorosos serviços ao seu proprietário, deixaram-se levar pela superstição de que o auxílio lhes vinha de alguma outra entidade ou inteligência.
  • Cada um de nós tem um 'amigo' em nossa própria mente – e não só um, mas até uma multidão deles, e estes gostam de trabalhar por nós, sempre que os queiramos encarregar de um serviço. Nós temos não só o Eu Superior, a que podemos dirigir-nos, pedindo conforto e auxílio nos momentos de aflição e necessidade; mas temos também estes invisíveis trabalhadores no plano subconsciente, que estão prontos a executar muito do nosso trabalho mental, fazendo-o com gosto se lhes damos o material em devida forma.

  • Não confundais esta função da mente subconsciente com as funções da intuição. A mente subconsciente é um bom criado e não ambiciona ser algo mais. A intuição, pelo contrário, é como um bom amigo que ocupa um posto elevado e nos dá conselho e advertência.

  • Armazenadas na memória, acham-se dispersas partículas de saber e conhecimentos relativos a quase todos os objetos. Mas estas partículas não estão associadas uma com a outra. O trabalho de reunir as porções dispersas do conhecimento é mais ou menos tedioso para a mente consciente, mas a mente subconsciente o fará igualmente bem, e depois entregará o resultado à mente consciente.

  • A mente subconsciente pode trabalhar por vós, como resultado de uma grande necessidade. O resultado, porém, será melhor ainda, se dais à subconsciência uma rápida ordem verbal: Cuida disso!

  • Tudo que um homem herdou ou trouxe consigo de vidas passadas – tudo que leu, ouviu, viu ou experimentou nesta vida e em outras, está guardado em alguma repartição dessa grande mente subconsciente, e a essência de todo esse saber aparece quando ordenamos.

2 - A PRIMEIRA LIÇÃO

  A primeira lição que o mestre dá ao aspirante e que o conduz ao primeiro grau é que a Suprema Consciência do Universo, o Absoluto, manifes...